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A importância da saúde intestinal nos praticantes de atividade física

Foto: Corbis
Foto: Corbis

A microbiota intestinal possui papel importante na manutenção da saúde, é responsável pela absorção de nutrientes, vitaminas, minerais e, por ser composta por diversas bactérias, também auxilia na manutenção do sistema imunológico.

No entanto, a constipação intestinal pode levar à perda do equilíbrio da flora e prejuízos na saúde do indivíduo. Situação comum entre a população, com prevalência de 26,9% no Brasil, a constipação acomete mais as mulheres e pode ter causa multifatorial1,2, como dieta indequada, sedentarismo, alterações metabólicas, entre outros3.

Estudos populacionais indicam que indivíduos que praticam mais atividade física apresentam menor frequência de constipação intestinal, principalmente pela prática do exercício físico auxiliar na melhora da motilidade gastrointestinal, diminuição do fluxo sanguíneo, compressão do cólon pela musculatura, entre outros, os quais facilitam o peristaltismo (movimento intestinal)4. Além disso, a atividade física é responsável por melhorar o tônus muscular pélvico e abdominal, facilitando a expulsão do bolo fecal.

Estudos epidemiológicos têm demonstrado que a prática de atividade física regular em quantidade moderada apresenta associação significativa com a redução do risco de câncer de cólon em até 40% dos indivíduos fisicamente ativos.

Além da prática de atividade física, a alimentação também tem papel fundamental na saúde intestinal. A ingestão de fibras na dieta e a hidratação contribuem consideravelmente para a redução das desordens gastrointestinais e para a melhora da constipação. As fibras podem ser insolúveis, como o farelo de trigo, as quais aceleram o trânsito intestinal e aumentam o volume fecal; ou solúveis, como a aveia, que reduzem a absorção da glicose e o colesterol sanguíneo. Outros alimentos capazes de fornecer fibras na dieta são: legumes, frutas, verduras, alimentos à base de soja, iogurtes, entre outros.

Atualmente, a suplementação da dieta com microrganismos capazes de manter o equilíbrio intestinal, como pré e probióticos, juntamente com uma dieta saudável, estão sendo cada vez mais utilizados por médicos e nutricionistas na orientação dos pacientes. Probióticos são microrganismos vivos, administrados em quantidades adequadas, que conferem benefícios à saúde intestinal. Prebióticos são carboidratos não-digeríveis, que estimulam a proliferação de bactérias desejáveis ao organismo. Já os simbióticos são a combinação de ambos

Assim, as escolhas alimentares cotidianas aliadas à atividade física podem ter influência no estado nutricional e de saúde do indivíduo e, consequentemente, contribuem para melhora da qualidade de vida. Manter a flora intestinal saudável é essencial para a absorção adequada de nutrientes, bom funcionamento do sistema imunológico e prevenção de doenças intestinais.

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REFERÊNCIAS:
1. Maciel ES et al. Consumo alimentar, estado nutricional e nível de atividade física em comunidade universitária brasileira. Rev Nutr. 2012;25(6) [acesso em 5 jul 2013]. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-52732012000600003&;script=sci_arttext
2. Collete VL et al. Prevalência e fatores associados à constipação intestinal: um estudo de base populacional em Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, 2007. Cad Saúde Pública. 2010; 26(7) [acesso em 5 jul 2013]. Disponível em:http://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S0102-311X2010000700018&;script=sci_arttext
3. Cruz JV, Sudbrack C, Wilson TJ. Tratamento cirúrgico da retocele como causa de constipação. Revista Brasileira de Coloproctologia, 1990; 10(1):5-7.
4. LIRA, C. A. B. de et al. Efeitos do Exercício Físico Sobre o Trato Gastrintestinal. Rev Bras Med Esp,2008; 14(1).
5. Cota RP, Miranda LS. Associação entre constipação intestinal e estilo de vida em estudantes universitários. Rev Bras Nutr Clin, 2006; 21(4):296-301.
6. Demarzo MMP. Efeitos da atividade física em marcadores biológicos da carcinogênese química do cólon de ratos Wistar [tese de doutorado]. Ribeirão Preto: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto; 2007.
7. Alves NNR et al. A importância do consumo de fibras dietéticas solúveis no tratamento do diabetes. Saúde & Amb Ver. Duque de Caxias, 2008; 3(2):20-29.
8. Saad SMI. Probióticos e prebióticos: o estado da arte. Rev Bras Cienc Farm. São Paulo. 2006; 42(1)

Fonte: Portal Educação Física

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